domingo, 5 de agosto de 2012

O IMPÉRIO DO BRASIL DAS PROFECIA BÍBLICAS



O IMPÉRIO DO BRASIL DAS PROFECIA BÍBLICAS

"Ego aedificator et dissipator regnorum alque imperiorum sum. Volo enim in te et in semine tuo imperíum mihi stabilire ut deferatur nomen meum in exteras nationes.' 
 «Eu sou o fundador e destruidor dos reinos e dos impérios, e quero em ti e em teus descendentes fundar um império para mim, pelo qual o meu nome seja levado às nações estrangeiras.:».

Frase atribuída a Jesus Cristo ao Rei Afonso Henrique no Milagre da Batalha de Ourique.

O V IMPÉRIO

O livro do Profeta Daniel, no Antigo Testamento, é a origem do mito do Quinto Império - a semente do sonho português que resultaria na criação de um império na América, ou seja, o próprio Brasil, mas seria mesmo isto um mito ou de fato um presságio?

Nosso país hoje que esta se reduzindo a uma triste condição materialista, ateia, laicista e acima de tudo de caráter militante, mas eles mal têm noção que a nossa terra, a Terra de Santa Cruz ou como se preferirem Brasil, já nos mostrou inúmeras provas que de fato é um terra abençoada por Deus e de fato revelada pela Providência Divina e este Império que se formará de ordem temporal e espiritual, nos guarda um futuro de glórias. Padre Antonio Vieira já havia afirmado tal fato, e com certeza não estava errado.
Não foi por acaso que Deus colocou ilustres figuras como D. Pedro I com nossa tão esperada independência ante a metrópole, D. Pedro II com sua harmonia e estrutura social, Arlindo Veiga dos Santos com a fantástica Ação Patrinovista Brasileira, Plínio Salgado com a idealização da AIB conjuntamentcom a fabulosa concepção  integralista da sociedade e do homem, D. Hélder Câmara com sua surpreendente caridade e tantos outras personalidades que nos fazem ainda ter mais orgulho de ser brasileiros.
 Então qual foi o motivo do Brasil estar traçando por esse caminho tão adverso as suas origens? São muitos os motivos,  aqui tentarei nortear os acontecimentos que contribuíram ou contribuem positiva e negativamente para tal a realização dessa Gloriosa Profecia:




A MONARQUIA

O Brasil conhecia até o dia 15 de Novembro de 1889 um governo forte e tradicional, e a sua maneira integral, tinha como um exemplo um homem que foi eleito a segunda maior autoridade moral do mundo, seu imperador D. Pedro II., além de possuir um Parlamento exemplo de democracia. Logo após o golpe militar que tirou-o do rumo profético, a nação encontrou seu primeiro obstáculo a consolidação do tão aguardado Império, algo que fez até a Águia de Haia afirmar assombrado:

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem- se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto …
Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime (monarquia) o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre – as carreiras políticas lhe estavam fechadas.
Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam a que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade gerais...." 


(Rui Barbosa – Discursos Parlamentares – Obras Completas – Vol. XLI – 1914 – tomo III – p. 86/87).

O maçom que fez parte do mesmo grupo que com sua influência em 1822, fez reconhecer o Brasil como nação  independente da metrópole, foi o mesmo que com seu oportunismo e tão sonhado cargo público, 3 dias antes do derrocado 15 de Novembro, se pôs a comungar de ideais daqueles que queriam que o regime de escravidão continuasse e aqueles militares positivistas que estavam dispostos implantar seus ideias no Brasil, fazendo dele um Estado Positivo que seria "a imaginação subordina-se à observação e busca-se apenas pelo observável e concreto" e fim da sua tradição cristã. O que resultou numa ditadura militar ateia e anti-clericalista tendo como libelo Getúlio Vargas contra o cristianismo, afirmando que: "a moral cristã é contra a natureza humana", "o cristianismo é inimigo da civilização", um retrocesso em relação " às grandes conquistas da humanidade". Sendo assim para o tirano presidente estadonovista, que o irmão fez mártires em 11 de Maio de 1938, cujas as perdas são inestimáveis , o cristianismo desnaturava "a grandeza da sexualidade, a união dos seres numa fusão do magnetismo amoroso, considerado um comércio impuro".

"O Império não foi a ruína. Foi a conservação e o progresso. Durante meio século, manteve íntegro, tranquilo e unido território colossal. O império converteu um país atrasado e pouco populoso em grande e forte nacionalidade, primeira potência sul-americana, considerada e respeitada em todo o mundo civilizado. Aos esforços do Império, principalmente, devem três povos vizinhos deveram o desaparecimento do despotismo mais cruel e aviltante. O Império aboliu de fato a pena de morte, extinguiu a escravidão, deu ao Brasil glórias imorredouras, paz interna, ordem, segurança e, mas que tudo, liberdade individual como não houve jamais em país algum. Quais as faltas ou crimes de dom Pedro II, que em quase cinquenta anos de reinado nunca perseguiu ninguém, nunca se lembrou de uma ingratidão, nunca vingou uma injúria, pronto sempre a perdoar, esquecer e beneficiar? Quais os erros praticados que o tornou merecedor da deposição e exílio quando, velho e enfermo, mais devia contar com o respeito e a veneração de seus concidadãos? A república brasileira, como foi proclamada, é uma obra de iniquidade. A república se levantou sobre os broqueis da soldadesca amotinada, vem de uma origem criminosa, realizou-se por meio de um atentado sem precedentes na história e terá uma existência efêmera!"  

Do livro Advento da Ditadura Militar no Brasil - Visconde de Ouro Preto

Nas repúblicas de molde presidencial os reis temporários, designados a capricho das oligarquias e máquinas eleitorais, obram sem corretivo, com um poder irresponsável e, por conseqüência, ilimitado, imoral, absoluto. O mal grandíssimo e irremediável das instituições republicanas consiste em deixar exposto à ilimitada concorrência das ambições menos dignas o primeiro lugar do Estado e, desta sorte, o condenar a ser ocupado, em regra, pela mediocridade. [1]


A IGREJA



A Igreja Católica Apostólica Romana sempre se posicionou favorável a forma de governo monárquico, porém ela não fez nada além de interpretar o que diz as Sagradas Escrituras:



"Para que todo povo ouça, e tema, e nunca mais se ensoberbeça. Quando entrares na terra que te dá o Senhor teu Deus, e a ela possuíres, e nela habitares, e disseres: Porei sobre mim um Rei, assim como todas as nações que estão ao redor de mim; porás certamente sobre ti como Rei, aquele que escolher o Senhor teu Deus; dentre seus irmão porás Rei sobre ti; não poderás pôr homem estranho sobre ti, que não seja teu irmão". Deuteronômio 17: 13-15




A revelação do V Império.

Em 1623, apesar da reprovação de seus pais, padre Antonio Vieyra*, ingressa como noviço na Companhia de Jesus, depois de ter estudado cinco anos no Colégio de Jesuítas de Salvador, e em 1634 é ordenado sacerdote.

Sete anos depois de sua Ordenação, padre Vieyra volta a Portugal. Porém em 1652, após vários contratempos políticos e teológicos devido ao seu ideal humanitário que fazia em Lisboa em defesa dos judeus e cristãos-novos, apoiado pelo seu protetor, o rei D. João IV, deixou Lisboa e singrou os mares em direção ao Maranhão com o objetivo de recuperar as missões jesuíticas. Aportando em São Luís um ano depois, logo começou a peregrinar pelos domínios do Norte do Brasil, assim como depois viria a dizer , em 1670, no seu famoso Sermão de Santo Antônio, “nascer português era morrer peregrino”.
Entre 1653 e 1661, quando houve a expulsão dos jesuítas do Pará e do Maranhão, Vieyra se dedicou inteira e arduamente pelas missões, adentrando pelos rios Tocantins e Negro, chegando a alcançar o arquipélago de Marajá.
As missões jesuítas de Vieyra nas entranhas da Amazônia começariam de fato em 1659, três anos após o falecimento de D. João IV, quando ele estava em Cametá, na confluência dos rios Amazonas e Tocantins. No dia 29 de Abril, o jesuíta escreveu uma carta ao bispo do Japão, André Fernandes, antigo confessor de D. João IV. Intitulado, não por Vieyra, uma vez que o documente passou por muitas mãos – Esperanças de Portugal, Quinto Império do Mundo, Primeira e Segunda Vida del-Rei D. João o Quarto Escritas por Gonçalo Eanes Bandarra, a carta pretendia confortar a rainha D. Luísa de Gusmão (1613-1666) pela morte do monarca. Mas seu conteúdo acabou sendo interpretado de outra forma.   
Mesmo assim, Vieyra continuava a sua nobre luta pelo fortalecimento das missões e pela liberdade dos índios, o que só fez aumentar a indisposição dos colonos contra a ação jesuítica no Norte do Brasil. Em 15 de maio de 1661, a população de São Luís se rebelou contra a Companhia de Jesus. Em 17 de julho do mesmo ano, foi a vez de Belém ser palco de outra rebelião. Os revoltosos acreditavam que os jesuítas estavam criando obstáculos à escravização dos índios. Vieyra estava em Belém, onde, com grande constrangimento foi enviado, com muitos de seus companheiros de missão, para uma prisão em São Luís, e de lá para Lisboa. Começava um outro e dramático capítulo na história do pregador dos Sermões.
Em 1662, na Capela Real de Lisboa, diante de D. Luísa de Gusmão e do futuro rei D. Afonso VI (1643-1683), Vieyra pregou o fulgurante Sermão da Epifania. O texto falava do grande mal que fora a expulsão dos jesuítas do Maranhão e do Pará, antes terras do Verbo (Jesus Cristo), depois pátria do Anticristo (o Diabo). E defendia a volta dos jesuítas para o Norte do Brasil, a fim de garantir a liberdade dos índios e realizar os serviços espirituais dos quais a Colônia precisava. Sem eles, o Verbo jamais triunfaria. Tudo isso deu início a uma crise envolvendo Vieira, o Trono e a Igreja Católica em Portugal.
A descoberta e convivência com esse vasto mundo de florestas, rios e índios marcou profundamente a vida pessoal, intelectual, e sobre tudo sacerdotal de Vieyra. Boa parte de sua epifânia profética da história do que ele acreditava que viria a ser o Quinto Império, foi revelado a ele por Deus, a partir da realidade física e social do mundo amazônico.
Em Isaias: 18, o padre encontrou o que era a identidade profetizada do Novo Mundo, do Brasil e, no caso, do Maranhão e da Amazônia diz, pois: 

“²... Ide, mensageiros velozes, a um povo de alta estatura e de pele luzente, a uma nação temida ao longe, a uma nação poderosa e dominadora, cuja a terra é cortada pelos rios”. Isaías 18: 2

 E com base nas Revelações Divinas dadas a ele pela Divina Providência do Livro de Daniel:

“Durante este último reinado desses reis, o Deus do Céu fará aparecer um reino que nunca será destruído. Será um reino que não passará pelas mãos de outro povo, mas, ao contrário, humilhará e liquidará todos os reinos, enquanto ele mesmo continuará firme para sempre... O sonho tem sentido e sua interpretação é digna de fé". Daniel 2: 42-45 

Através disso Vieyra compreendeu sabiamente um Quinto Império, que era a predestinação náutica, cristã e missionária de Portugal, já concretizado no Milagre de Ourique. Esse Império seria seqüencial ao assíro, ao persa, ao grego e ao romano, e, na Revelação ao religioso, seria Cristão, Católico (Universal) e Luso-Brasileiro.


* Grafia de 1600, nome de batismo.



O INTEGRALISMO

O Chefe Nacional Plínio Salgado sempre nutriu grande respeito e admiração pela figura do imperador  D. Pedro II e pelo Governo Monarquista. O Chefe das Milícias Gustavo Barroso escreveu vários livros sobre os Grandes feitos militares do Exército Monárquico, sempre exaltando as personagens de Caxias, Almirante Tamandaré, Conde D’Eu, José Bonifácio e outros. Mesmo o Secretário de Doutrina e Estudos Miguel Reale, em seu livro “Perspectivas Integralistas” deixou claro que era preciso a implantação imediata do Estado Integral, forte e tradicional. 

Jamais esquecendo a figura do príncipe D. João Maria de Orléans e Bragança, que mesmo pertencente ao Ramo de Petrópolis (que não vem ao caso), pertenceu, bem como seu pai ( Dom Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança), à Ação Integralista Brasileira - AIB, sendo até ferido (sem gravidade) durante o levante de 11 de maio, no qual liberais, integralistas e militares descontentes invadiram o Palácio da Guanabara (ironicamente a ex-residência da avó de D. João Maria, D. Isabel de Bragança, a última princesa imperial do Brasil) para depor Getúlio Vargas.



Manifesto da Guanabara



Art. 3º - O Integralismo, não defendendo expressamente nem a Monarquia e nem a República e reunindo tanto monarquistas quanto republicanos, não é um sistema de governo e sim um regime, podendo ser implantado tanto numa Monarquia quanto numa República.
Parágrafo único: O Integralismo edificará uma Democracia Integral, que poderá ser coroada ou não, de acordo com a vontade consciente do povo brasileiro.


IMPÉRIO         



Nos tempos do Império do Brasil:

sob Dom Pedro II, o Brasil tinha uma moeda estável e forte, possuía a Segunda Marinha de Guerra do Mundo, teve os primeiros Correios e Telégrafos da América, foi uma das primeiras Nações a instalar linhas telefônicas e o segundo país do globo a ter selo postal;
  • O Parlamento do Império ombreava com o da Inglaterra, a diplomacia brasileira era uma das primeiras do mundo, tendo o Imperador sido árbitro em questões da França, Alemanha e Itália e segunda autoridade moral depois do Papa.
  • Em 67 anos de Império tivemos uma inflação média anual de apenas 1,58%, contra 10% nos primeiros 45 dias da República, 41% em 1890 e 50% em 1891;
  • No Império havia 14 impostos, e uma norma que dizia: "Enquanto se puder reduzir a despesa, não há direito de criar novos impostos".
  • A unidade monetária do Império, o mil réis, correspondia a 0.9 (nove décimos) de grama de ouro, equivalente ao dólar e à libra esterlina;
  • Embora o Orçamento Geral do Império tivesse crescido dez vezes entre 1841 e 1889, a dotação da Casa Imperial se manteve a mesma, isto é 800 contos de réis anuais? E que D, Pedro II destinou ¼ de seu orçamento pessoal em benefício das despesas da guerra do Paraguai; 
  • As viagens de D. Pedro II eram pagas com o seu próprio dinheiro, e a comitiva não passava de 4 ou 5 pessoas.
  • 800 contos de réis significava 67 contos de réis mensais e que os republicanos ao tomarem o poder estabeleceram para o presidente provisório um ordenado de 120 contos de réis por mês;
  • Uma das alegações dos republicanos para a derrubada da Monarquia era o que eles chamavam de custo excessivo da Família Imperial? A verdade é que esta recebia a metade do ordenado do 1º presidente republicano; 
  • A dotação de D. Pedro II era de 67 contos de réis por mês, e não se alterou durante os 49 anos de reinado. Com essa dotação ele manteve sua família e sustentou os estudos de muitos brasileiros famosos, como Carlos Gomes, Pedro Américo e o próprio Deodoro. Não havia mordomias.
  • Dom Pedro II se recusou a aceitar a quantia de 5 mil contos de réis, oferecida pelos golpistas republicanos, quando do exílio, mostrando que o dinheiro não lhes pertencia, mas sim ao povo brasileiro (5 mil contos de réis era o equivalente a 4 toneladas e meia de ouro? Quantia que o Imperador recusou deixando ao País um último benefício: o grande exemplo de seu desprendimento. Infelizmente esse exemplo não frutificou na República, como seria necessário);
  • No Império o salário de um trabalhador sem nenhuma qualificação era de 25 mil réis? O que hoje equivale a 5 salários mínimos; 
  • O salário de professora equivalia, no Império a US$ 730,00.
  • O Brasil era um exemplo de democracia. Votava no Brasil cerca de 13% da população. Na Inglaterra este percentual era de 7%; na Itália, 2%; em Portugal não ultrapassava os 9%. O percentual mais alto, 18%, foi alcançado pelos Estados Unidos. Na primeira eleição após o golpe militar que implantou a república em nossa terra, apenas 2,2% da população votou. Esta situação pouco mudou até 1930, quando o percentual não ultrapassava a insignificante casa dos 5,6%.
  • No plebiscito de 1993 a monarquia recebeu, aproximadamente, sete milhões de votos (13% dos votos válidos} e, nesta época uma pesquisa do DATA FOLHA mostrava que 21% da população era monarquista ou simpatizante. [2]

Mas qual seria o conceito de Império segundo o Integralismo?


Em Nosso Brasil, Plínio Salgado preleciona que a nossa História, “como continuidade da vida de uma das mais cavalheirescas nações europeias”, não principia em 1500, mas sim no momento da fundação da Nação Portuguesa e que todas as glórias de Portugal até 1822 são patrimônio comum a todos os descendentes dos bravos cavaleiros da Reconquista e das Cruzadas, dos grandes cientistas que desenvolveram a arte da navegação, dos nautas que enfrentaram e venceram os mares ignotos, “dos descobridores do caminho das Índias, dos soldados, marujos, escritores e poetas, que foram os primeiros europeus a atingirem a costa oriental da África, os extremos da Ásia e as ilhas misteriosas do Pacífico”.
Como sustenta o pensador patrício, “essa tradição de inteligência, de coragem, de universalismo, de sonhos grandiosos e de fé sequiosa por dilatar o Reino do Cristo, continuou no Brasil, plasmando o caráter, a consciência dos Brasileiros. O desbravamento dos nossos sertões pelos Bandeirantes, a reconquista do solo pátrio ocupado pelos Holandeses e pelos Franceses, a evangelização levada às tabas selvagens, o cruzamento das raças americana, africana e europeia, sob a inspiração da igualdade humana perante Deus, tudo isso foi continuação de uma história que principiou quando D. Afonso Henriques, em 1140, desembainhando a sua espada ensinou-nos, por todo o sempre, que devemos bater-nos com ardor e denodo por Cristo e pela Nação” 
Em seu célebre discurso intitulado Cristo e o Estado Integral, Plínio Salgado ressalta que o “Estado Integral” é essencialmente “o Estado que vem de Cristo, inspira-se em Cristo, age por Cristo e vai para Cristo” e proclama sua crença em “Deus Eterno”, na “Alma Imortal”, em seu “poder optativo, deliberativo” e em sua ”capacidade de interferência nos fatos históricos, levantando as multidões e conduzindo-as”, bem como em “Cristo e na luz que d’Ele desce”. Sublinha, ademais, que fora por Cristo que se levantara; por Cristo que queria um “grande Brasil”; por Cristo que ensinava “a doutrina da solidariedade humana e da harmonia social”; por Cristo que lutava; por Cristo que conclamava aos integralistas e os conduzia; por Cristo que batalharia. [3] 
A ideia de Império perpassa toda a História do Estado Nacional Brasileiro, como, aliás, perpassa toda a História de Portugal, Nação de que proviemos e de que fomos até 1808 não uma colônia, mas sim uma Província Ultramarina.
O Império do Brasil foi fundado em 1808 pelo então Príncipe Regente D. João, futuro Rei D. João VI e futuro Imperador-Pai do Brasil, que, durante sua estadia na Bahia, esteve em companhia de José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu. Este, que acreditava profundamente na ideia de Império e que, em 1823, se referiria ao Brasil como a Roma Americana [22], teria influenciado D. João, que, no manifesto de guerra à França Napoleônica, de 1º de maio de 1808, afirmou: "A corte... levantará sua voz, do seio do novo Império que vai criar" [4]
Plínio Salgado acreditava, que o Brasil foi (desde D. João VI), é e será sempre um Império, tanto que afirma, no prefácio à sua Geografia sentimental: " Quero que este livro seja lido pelos moços para que amem o Brasil e compreendam a grandeza desse vasto Império". [4]
Plínio Salgado sempre sustentou que o Brasil é, por sua natureza, um Grande Império, e pela dilatação deste Grande Império sempre pelejou. No célebre discurso por ele proferido na Câmara dos Deputados, em Comemoração ao Dia de Ação de Graças, em 1961, agradece a Deus por nos haver feito compreender que a sua Santa Cruz deve andar, deve navegar, deve “ir de país em país, dilatando a fé e o Império – a fé em Cristo e o Império de Sua Lei -” e também por haverem nossos antepassados, os Bandeirantes, “com rudes botas, chapelões desabados e facão à cinta, dilatado este imenso Império e nos legado este vasto patrimônio territorial” [3]        
A ideia de Império, que está intimamente ligada à ideia de Estado. 
O Império não se edifica sobre fatores de ordem econômico-financeira ou militar, mas sim sobre algo de transcendente. Constitui ele uma síntese alicerçada no Direito Natural Tradicional, no respeito à Pessoa Humana e aos Grupos Naturais e na defesa da Pátria, da Nação e da Tradição. 
Em sua obra prima, a Vida de Jesus, onde sintetiza, talvez como ninguém, o significado do Império Romano, Plínio Salgado ensina que o Império "é a confluência de mitos, tradições, artes, espírito militar e consciência humana de todos os povos que viveram e se desenvolveram isolados durante longos séculos" e significa, cada vez mais, "universalidade e humanidade". O Império não é uma Nação, um Povo, uma etnia, um idioma, uma classe dominante, e sim o "espírito de uma política"
Ao contrário do que cuidam alguns, incapazes de compreender o verdadeiro significado do nacionalismo, este, devidamente entendido, não exclui a ideia de Império. O verdadeiro nacionalismo, o nacionalismo justo, sadio, equilibrado, ponderado e construtivo, avesso à xenofobia e tendente ao universalismo, é totalmente conciliável com a defesa da Tradição, da Fé e do Império. [4]
                                                         

CONCLUSÃO

"Todos nós devemos ter firme consciência de que o Brasil, que herdou de Portugal sua vocação e sua missão de dilatação da Fé e do Império, não é somente uma Nação, mas também um Império. O Estado que devemos edificar, o Estado Ético Orgânico Integral Cristão, deverá proclamar que a Terra de Santa Cruz é um Império e será um Estado alicerçado na Vontade de Transcendência
e na Vontade de Império.

O Estado Ético Orgânico Integral Cristão somente será erigido, porém, quando a Nação Brasileira despertar de seu sono e de seu sonho, se erguendo do "berço esplêndido" em que se acha adormecida pela ação nefasta dos inimigos externos e internos, os mesmos que a afastaram dos caminhos da Tradição e das bases morais e éticas de sua formação. Temos o dever de ouvir o apelo de nossos ancestrais e, reevocando a Tradição Imperial Romana e Luso-Brasileira, restaurar a Roma Americana e o Grande Império Cristão Brasileiro, bem como criar a Nova Civilização, a que também podemos denominar Novo Império."

Do artigo Estado e Império - Victor Emanuel Vilela Barbuy

Visto isso, é mais que óbvio que não se passa de uma simplória interpretação precária das Profecias Bíblicas por um clérigo, ignorante por estar afetado pelo calor dos trópicos, mas sim o real futuro de um país destinado a várias glórias e conquistas, e sendo assim que com orgulho divulgamos a nossa Causa, que é pela Restauração da Monarquia no Brasil, interrompida por uma quartelada que não chegava a representar 1% do Exército na aquela época. Erram, e erram feio aqueles que pensam que a República fora um regime que trouxe a democracia ! Vejam quantas vezes esta "democracia" fora interrompida por golpes, mandos e desmandos ! E lembrai-vos que aqueles que quiseram a República eram aqueles que queriam a continuação do Regime Escravocrata. Sendo assim vamos libertar o Brasil de um jugo que ha 123 Anos o entorpece em seu crescimento e sua soberania como nação, voltando ao seu verdadeiro ideal, o de um SACRO SANTO IMPÉRIO BRASILEIRO!

                              DEUS SALVE O SACROSSANTO IMPÉRIO DO BRASIL!

Fontes:

Revista de História - Quinto Império Verde - Geraldo Mártires Coelho.
[1] Revista Veja, Editora Abril.
[2] Monarquia.com - O Regime Imperial, diferenças entre Monarquia e Repúlica.
[3] Plínio Salgado, Bandeirante da Fé e do Império - Victor Emanuel Vilela Barbuy.
[4] Estado e Império - Victor Emanuel Vilela Barbuy.



2 comentários:

  1. O Movimento Integralista e Linearista Brasileiro MIL-B apóia a iniciativa. Visite nosso site www.integralismolinear.org.br . Anauê Brasil!!!!!!!

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